PUBLICIDADE

ANVISA

Anvisa proíbe álcool 70%; entenda o porquê

sh4Ckmeb0gONEkm69VnxXjETOp0QK9LQbjHA0qnK

Após quase três anos de venda liberada como medida de combate à Covid-19, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltou a proibir a comercialização de álcool líquido 70%. A decisão, que entrou em vigor no dia 1º de abril, marca o retorno à regulamentação anterior à pandemia, quando apenas o álcool em gel 70% era permitido para uso pessoal.

álcool líquido, assim como sua versão em gel, é combustível, entretanto, o gel é mais seguro, porque queima apenas na superfície, enquanto a versão líquida tem potencial explosivo, oferecendo maior perigo de acidentes graves, especialmente domésticos (queimaduras), envolvendo bebês e crianças.

A autorização excepcional para venda do álcool líquido 70% foi concedida em março de 2020, em resposta à escassez de produtos higienizantes no início da pandemia. A medida visava facilitar o acesso da população a um sanitizante eficaz contra o coronavírus.

No entanto, com o fim da emergência sanitária e a estabilização do mercado de produtos de higiene, a Anvisa decidiu revogar a autorização temporária. A principal justificativa para a proibição é a alta inflamabilidade do álcool líquido 70%, que representa um risco de segurança para os consumidores.

Estabelecimentos que ainda possuem estoques do produto terão até o dia 30 de abril para vendê-los. Após essa data, a comercialização estará novamente sujeita à proibição.

Para a higienização das mãos, a Anvisa recomenda o uso de álcool em gel 70%, que continua disponível para compra em farmácias, supermercados e outros estabelecimentos comerciais. Sabão e água também são alternativas eficazes para a limpeza das mãos, especialmente em ambientes domésticos.

A decisão da Anvisa de proibir a venda de álcool líquido 70% foi recebida com críticas por parte da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). A entidade argumenta que a medida prejudicará os consumidores, que ficarão sem um produto de boa relação custo-benefício.

A Abras também destaca que a proibição pode gerar desequilíbrio no mercado de produtos de higiene, com possível aumento do preço do álcool em gel. A entidade defende a manutenção da venda do álcool líquido 70%, com medidas de segurança para evitar acidentes.

A Anvisa, por sua vez, afirma que a decisão foi tomada com base em dados técnicos e científicos, priorizando a segurança dos consumidores. A agência ressalta que o álcool líquido 70% é um produto perigoso que pode causar queimaduras graves em caso de acidentes.

Ainda é cedo para avaliar o impacto da proibição da venda de álcool líquido 70%. A Anvisa deve monitorar o mercado e os indicadores de segurança para avaliar a efetividade da medida.

É possível que a agência reconsidere a proibição no futuro, caso haja mudanças nas condições de segurança ou no perfil de consumo do produto.

Fonte: Portal O Dia

VEJA TAMBÉM

© Copyright 2022 – Todos os direitos reservados – Portal Notícia em Pauta | Rua Cel. Antônio Rodrigues 478 Centro Picos – Piauí – Fone: (89) 99937-2727

Portal Notícia em Pauta
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.