O deputado federal Flávio Nogueira (PT) admitiu a possibilidade de mudança na estratégia eleitoral do Partido dos Trabalhadores (PT) no Piauí, principalmente na chapa majoritária.
Atualmente, a composição da chapa liderada pelo governador Rafael Fonteles, que busca a reeleição, vem sendo discutida, e internamente ainda não existe uma definição. O governador defende o nome do ex-secretário Washington Bandeira para o cargo de vice e, para as duas vagas ao Senado, o deputado federal Júlio César (PSD) e o senador Marcelo Castro (MDB).
Mesmo com a defesa de Rafael, internamente alguns nomes querem maior discussão. É o caso do deputado Flávio Nogueira, que admitiu a possibilidade de alteração na atual composição.

“Eu acho que sim, e é necessário que tenha. A gente quer ser vitorioso e queremos ganhar. Deixar as vaidades, os egos, que possamos unir e não dividir”, afirmou.
Ele ainda deixou claro que, apesar de seu nome ter surgido inicialmente na discussão para o Senado, agora não tem mais interesse pela vaga e seguirá na disputa pela reeleição para deputado federal.
“É verdade que naquele instante eu queria, mas depois eu vi que enfraquecia aquela tendência e não sou de estar empurrando porta adentro. Uma candidatura tem que ser aceita dentro de um partido e pelos aliados. Uma candidatura imposta não é vitoriosa. Então, rapidamente reorganizei a minha pré-candidatura à reeleição e está bem encaminhada. Se, nesse instante, eu deixasse isso, não seria bom para uma pessoa como eu, que estou disputando o 8º mandato. Tenho experiência, sei onde posso avançar e onde não”, destacou.
Lula pode interferir na decisão estadual
Ele afirmou que a estratégia eleitoral nacional também influencia o cenário estadual e que, com uma possível falta de consenso no Piauí, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ser o responsável pela decisão final.
“Primeiro, eu quero dizer que estou de acordo com o que o partido faz quando se organiza uma chapa. Então, em uma chapa majoritária nos estados, a nacional é que decide. E, se decide a nacional, vai para uma decisão salomônica, e o Salomão do nosso partido é o Lula. Ele escuta todos. Existe um órgão dentro do partido, que é o GTE, o Grupo de Trabalho Eleitoral ou Grupo Tático Eleitoral. Por exemplo, conversei com um amigo de Pernambuco, que disse que o GTE está para dizer como será lá. Então, esse grupo vai apresentar ao partido as possíveis divergências que existem e opinar sobre a definição ao presidente do partido, e depois vai para o Salomão”, destacou.
Ele ainda explicou que esse tipo de discussão é normal dentro da legenda e que isso não enfraquece o partido.
“Não é possível que pessoas experientes não possam estar vendo que qualquer divergência faz parte de qualquer partido. O PT não muda, e por isso é vitorioso. Alguém fala de candidato a governador de outro partido? Só fala do PT. O partido está movimentando a política, então isso é muito salutar. Lógico que existem interesses contrários, mas há a responsabilidade de cada um de nós”, finalizou.
Fonte: Cidade Verde