O Piauí tem atualmente 28 municípios em situação de alto risco para dengue, segundo dados do levantamento LIRAa/LIA, que mede a presença do mosquito transmissor da doença. As cidades representam 12,5% do total do estado e apresentam índice de infestação igual ou superior a 4%.

Diante do cenário, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) convocou, nesta sexta-feira (10), uma reunião do Centro de Operações de Emergências (COE) para reforçar o monitoramento da doença e definir estratégias de enfrentamento.
Ao todo, o estado registra 4.202 casos prováveis de dengue e uma morte confirmada em 2026.
Cidades em alerta e situação atual
Além dos municípios em alto risco, outros 85 municípios (37,9%) estão em estado de alerta, com índice de infestação entre 1% e 3,9%. Já 111 cidades (49,6%) apresentam situação considerada satisfatória, com índice inferior a 1%.
Apesar da estabilidade em relação a outros estados, autoridades apontam aumento de casos em regiões específicas, como em São Raimundo Nonato.
Circulação de vírus acende alerta
Segundo o secretário de Saúde, Dirceu Campêlo, o estado enfrenta a circulação simultânea de diferentes sorotipos do vírus da dengue, incluindo a reintrodução do tipo 3 — fator que pode aumentar o risco de casos graves.
“Precisamos reforçar a prevenção e evitar o adoecimento e a lotação dos hospitais”, afirmou.
Municípios “silenciosos” preocupam
Outro ponto de atenção são os chamados municípios “silenciosos”. Ao todo, 93 cidades (41,5%) não registraram casos recentes, o que pode indicar subnotificação ou falhas no rastreamento da doença.
De acordo com a análise epidemiológica, esse cenário dificulta a avaliação real da circulação do vírus no estado.
Incidência da doença
Os dados mais recentes apontam que:
- 60 municípios (26,8%) têm baixa incidência
- 19 (8,5%) apresentam incidência média
- 12 (5,4%) já estão em alta incidência
Esses números reforçam a necessidade de vigilância contínua e ações preventivas.
Prevenção é essencial
A superintendente de Atenção aos Municípios, Leila Santos, reforçou a importância da participação da população no combate ao mosquito.
“É muito importante que a população ajude a eliminar possíveis criadouros e, em caso de sintomas, procure uma unidade de saúde, além de reforçar a hidratação”, alertou.
Fonte: Cidade Verde