A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (8), Auricélia de Sousa Rocha, suspeita de tentar sequestrar um bebê recém-nascido na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDER).
A mulher foi localizada pela corporação no Hospital Areolino de Abreu, no bairro Primavera, em Teresina, após ser internada no local. As investigações apontam que Auricélia estava grávida e teria perdido o bebê há três meses. O suposto pai da criança não sabia que a mulher havia perdido o filho do casal.

A Polícia confirmou que a mulher seria funcionária do hospital, mas, no dia do ocorrido, ela não estava na escala de serviço e alegou que iria resolver questões administrativas para adentrar a unidade hospitalar.
A suspeita tinha livre acesso à maternidade e, no dia do episódio, utilizava a farda da instituição. Ela conseguiu se aproximar do bebê e colocou o recém-nascido em uma sacola.
MATERNIDADE AFASTA FUNCIONÁRIA
A Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa afastou a técnica de enfermagem denunciada por tentativa de sequestro na tarde desta segunda-feira (6). Em nota, a unidade informou que também registrou um Boletim de Ocorrência (BO) e está colaborando integralmente com a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que investiga o caso.
“A instituição esclarece que a mãe, o bebê e a acompanhante receberam todo o suporte da gestão da unidade […] Como medida administrativa, a profissional supostamente envolvida foi afastada de suas funções até a conclusão das investigações, cujos resultados subsidiarão a adoção das medidas administrativas e legais cabíveis,” diz o trecho da nota.
DEFESA DE ENFERMEIRA SE PRONUNCIA
A defesa da enfermeira supervisora da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, Ingrid Ohana Gomes da Cruz Galvão negou que ela tenha qualquer envolvimento na tentativa de sequestro de um recém-nascido registrada na unidade hospitalar nessa segunda-feira (06).
Segundo a defesa, a profissional exercia normalmente suas funções no momento da ocorrência e colaborou com a adoção dos protocolos internos de segurança e com as medidas adotadas para conter a situação.
A defesa da Sra. Ingrid Ohana Gomes da Cruz Galvão, enfermeira supervisora da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, vem a público esclarecer que a profissional não possui qualquer participação na tentativa de retirada irregular de um recém-nascido ocorrida na unidade hospitalar no dia 06 de julho de 2026.
No momento da ocorrência, Ingrid encontrava-se no exercício regular de suas funções, atuando como profissional de enfermagem da unidade e colaborando com a adoção dos protocolos internos de segurança e com as providências destinadas à contenção da situação.
Apesar disso, sua imagem foi divulgada em reportagens sobre o caso de forma capaz de induzir o público à equivocada compreensão de que teria participado da prática criminosa, o que não corresponde à realidade.
Os fatos estão sendo regularmente apurados pelas autoridades competentes, e a própria Sra. Ingrid compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia para prestar todos os esclarecimentos solicitados, reafirmando sua total colaboração com as investigações. Conforme boletim de ocorrência por ela registrado, sua imagem passou a ser indevidamente associada ao crime após acusações formuladas por terceiros e posteriormente reproduzidas pelos veículos de comunicação.
A defesa confia que a apuração oficial esclarecerá integralmente os acontecimentos e demonstrará a ausência de qualquer envolvimento da profissional na prática investigada.
Diante disso, solicita-se que a presente nota seja divulgada com o mesmo destaque conferido à reportagem anteriormente publicada, em respeito ao dever de informação, ao direito de resposta e aos direitos da personalidade da Sra. Ingrid Ohana Gomes da Cruz Galvão.
Tamires Silva Rodrigues
Advogada – OAB/PI nº 17.114
Fonte: Meio News