Uma operação, realizada entre os dias 24 de agosto e 2 de setembro, resgatou 40 trabalhadores submetidos a condições análogas às de escravidão nos municípios de Sussuapara, Floriano e Oeiras. A ação faz foi conduzida pelo Ministério Público do Trabalho no Piauí (MPT-PI), Polícia Federal (PF), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Defensoria Pública da União (DPU).
Em Sussuapara, foram 22 trabalhadores resgatados atuando na área da construção civil, em obras de pavimentação, construção de escolas e de campo society. Já em Floriano, oito pessoas, incluindo um adolescente de 17 anos, executando serviços na extração da palha de carnaúba, mesma atividade onde foram resgatados outros 10 trabalhadores em Oeiras.

Durante a fiscalização, foram constatadas a ausência de direitos trabalhistas, superlotação, falta de energia elétrica, instalações sanitárias inadequadas, fornecimento de água imprópria para consumo e ausência de equipamentos de proteção individual (EPIs).
Os empregadores foram identificados e firmaram compromisso para o pagamento de aproximadamente R$ 200 mil em verbas rescisórias e cerca de R$ 95 mil a título de danos morais individuais, enquanto a reparação por dano moral coletivo permanece em discussão.
“Os empregadores precisam se conscientizar e oferecer condições mínimas de trabalho. Em todos os locais, tanto nas frentes de trabalho quanto nos alojamentos, as condições eram bastante precárias”, frisou procurador do Trabalho Edno Moura, coordenador de Combate ao Trabalho Escravo do MPT-PI e integrante da operação.
Com os novos resgates, o Piauí totaliza 100 pessoas resgatadas de condições degradantes no ambiente de trabalho em 2026, superando os 28 resgates, em 2025, e os 14, em 2024, mas ainda abaixo dos números registrados em 2023 e 2022, com 159 e 180 trabalhadores, respectivamente.
Denúncias de exploração laboral podem ser feitas de forma anônima ou sigilosa presencialmente nas unidades do MPT-PI em Teresina, Picos e Bom Jesus, por meio do site institucional (www.prt22.mpt.mp.br) ou pelo aplicativo de mensagens WhatsApp, no número (86) 99544-7488.
Fonte: Cidade Verde