A Justiça de Pernambuco decidiu que quatro dos seis acusados pela morte do empresário piauiense Erlan Ribeiro Lima Oliveira, agredido em junho de 2025, serão submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri, em Petrolina (PE). Outros dois acusados foram impronunciados por falta de indícios suficientes de participação no homicídio.

A decisão foi proferida pela juíza Mirella Patrício da Costa Neiva, da Central de Agilização Processual do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), no dia 22 de setembro.
Foram pronunciados José Lima Ferreira Júnior, João Ítalo Barbosa da Silva, Iak Lima Silva e Vitória Maria de Carvalho. A Justiça manteve na decisão as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Já Franklin Freire de Aquino Bezerra e Laíza Guimarães Coelho foram impronunciados. Segundo a decisão, as provas produzidas durante a instrução não apresentaram indícios suficientes de que os dois tenham participado do homicídio.
A pronúncia significa que a Justiça considerou haver materialidade do crime e indícios suficientes de autoria ou participação para que os quatro acusados sejam julgados pelo Tribunal do Júri. Não se trata de uma condenação, e as teses apresentadas pelas defesas ainda serão analisadas pelo Conselho de Sentença.
Empresário foi agredido após sair de festa
Segundo a denúncia analisada pela Justiça, o crime aconteceu por volta das 6h do dia 20 de junho de 2025, no estacionamento de um bar na Avenida Sete de Setembro, próximo à rotatória da BR-428, em Petrolina.
Erlan havia saído das festividades do São João do Vale e, segundo a acusação, estava em estado de embriaguez e desorientação. Ele teria se aproximado de dois veículos e, por acreditar que um deles era seu carro, entrou no banco dianteiro do motorista de um dos veículos.
Ainda conforme a denúncia, ele foi retirado do automóvel e agredido por várias pessoas com socos, chutes e pisões, principalmente na região da cabeça.
Erlan sofreu traumatismo cranioencefálico grave, hemorragia intracraniana e edema cerebral. Ele foi encaminhado para atendimento médico e posteriormente transferido para Teresina, onde teve a morte encefálica constatada em 21 de junho de 2025.
O empresário era primo de Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, presidente e fundador da One Internet Group (OIG).
Situação dos acusados
José Lima Ferreira Júnior é o único dos quatro pronunciados que permanece preso preventivamente. Ele está custodiado na Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes desde 13 de agosto de 2025, e a juíza decidiu manter a prisão.
João Ítalo Barbosa da Silva, Iak Lima Silva e Vitória Maria de Carvalho permanecem em liberdade, submetidos a medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Com a decisão, o processo deverá seguir os trâmites previstos para o julgamento pelo Tribunal do Júri. A sentença também determina que, após o trânsito em julgado da impronúncia de Franklin e Laíza, sejam revogadas eventuais medidas cautelares impostas aos dois.
Fonte: Cidade Verde