Flávio Bolsonaro questiona resultado e fala em pedir anulação da eleição
O candidato derrotado do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, afirmou na noite deste domingo (25) que vai entrar com recurso para anular o resultado das eleições que terminaram com a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em coletiva a jornalistas ao lado de aliados, Flávio disse que extensão do período de votação por duas horas foi “inexplicável”. Ele levantou dúvidas sobre a idoneidade do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela liminar que adiou o fim da votação até às 19h. A decisão saiu perto de 17h e causou confusão em seções onde as urnas já haviam sido lacradas e não podiam mais ser abertas para o voto.
“O que aconteceu no dia de hoje não foi algo normal. Foi algo, inclusive, inaceitável. Pela primeira vez na história um ministro da Suprema Corte, um ex-advogado do Lula, dá uma canetada e muda a regra do jogo”, criticou.
Tanto o PT quanto o PL pediram a extensão do prazo ao TSE. No caso do partido de Lula, o requerimento foi motivado pela alegação de que as prefeituras de São Paulo (SP) e Salvador (BA) teriam deliberadamente reduzido a frota de ônibus em circulação para o segundo turno.
Já o partido de Flávio solicitou a prorrogação em 17 municípios nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul devido às fortes chuvas que alagaram parte dos municípios.
Na ausência de uma deliberação da Corte Eleitoral, a campanha de Lula entrou com uma ação no Supremo e foi atendida por Zanin.
A decisão determinou que seções em que as urnas ainda estivessem abertas no momento da ordem permanecessem assim até às 19h, enquanto as que já tivessem sido lacradas totalizem o resultado para envio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para Flávio, o processo representou uma “quebra total de isonomia” em cidades, o que justificaria o pedido de anulação.
“Eu nunca vou saber se em um estado em que as urnas não foram reabertas quantos votos eu poderia ter”, afirmou.
A diferença de votos entre Lula e Flávio neste segundo turno foi de 4,4 milhões de votos: 51,79% a 48,21%. No primeiro turno, o candidato do PL tinha terminado à frente por 2,2 milhões.
Flávio alegou ainda que fiscais escalados pelo PL para acompanhar a apuração foram retirados da sala-cofre da Justiça Eleitoral depois da mudança.
“Tem muita coisa para ser esclarecida antes de o Brasil simplesmente reconhecer essa sacanagem que ocorreu agora nessas eleições”, disparou.
Conforme a Coluna da Basília, a possibilidade de anulação é descartada por ministros da Corte Eleitoral justamente pela ampla vantagem de votos conquistados por Lula sob Flávio, o que dá legitimidade à vitória do petista.
Fonte: SBT News




