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POLÍCIA

Polícia indicia homem por stalking e estupro de servidora na Delegacia-Geral

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A Polícia Civil do Piaui indiciou o suspeito de violentar uma servidora da delegacia-geral do Piauí dentro da unidade. O homem foi indiciado pelos crimes de stalking e estupro qualificado. A investigação descartou a tentativa de feminicídio. A informação foi confirmada por meio de entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira (27)

(Foto: Jade Araujo/Cidadeverde.com)

“Após um vasto conteúdo probatório nós colhemos mais de 20 depoimentos, dentre eles os servidores aqui da Delegacia-Geral, os médicos que atenderam a vítima, familiares da vítima, nós fizemos também inúmeras requisições de perícia como exame toxicológico, perícia de local de crime, perícia sexológica e a partir desse desse conjunto probatório nós indiciamos o investigado pelos crimes de stalking e de estupro. Então todos essas provas nos levaram a esse indiciamento”, explica a delegada Bruna Verena, Diretora do Departamento Estadual de Proteção a Mulher. 

O crime de stalking foi constatado após análise do celular da vítima e do suspeito. Nos aparelhos foram encontradas mensagens do suspeito com tom obssessivo, de ameaça e perseguição.

Cidadeverde.com apurou que as mensagens do suspeito vinham sendo enviadas a mais de um ano. A servidora relatou a família que estava sendo importunada pelo suspeito, mas evitava fazer denúncia.

“O acusado foi preso em flagrante e delito na Casa da Mulher Brasileira. A priore vimos que se tratava de um crime de estupro, mas no decorrer das investigações, como a delegada falou, juntou-se provas que se constatou o crime de stalking. Por eles trabalharem juntos ele pertubava a vítima e isso levou para o indiciamento de stalking”, delegaada Lucivania Vidal, titular da Casa da Mulher Brasileira. 

Em portaria publicada no dia 23 de março, as delegadas Lucivânia Vidal, da Casa da Mulher Brasileira, Nathalia Figueiredo, titular do Núcleo de feminicídios do DHPP, e Bruna Verena, Diretora de Proteção à Mulher e aos Grupos Vulneráveis da Polícia Civil do Piauí foram designadas para presidir o inquérito. 

Segundo a delegada Nathalia Figueiredo, titular da Delegacia de Feminicídio do DHPP, a vítima não pode ainda ser ouvida. Ela conta que a conclusão que descartou a tentativa de feminicídio veio após analise da dinâmica da situação. Policiais que estavam na unidade também foram ouvidos e ajudaram no conjunto probatório. 

“A delegacia de Feminicídio fez diligências, analise da dinâmica do fato. Durante a investigação ficou claro a prática do crime sexual, mais especificamente o estupro, com o laudo veio a questão de uma lesão grave motivo pelo qual ficou como estupro qualificado e por meio da extração de dados conseguimos visualizar quase que uma obsessão por parte dele, encaminhando diversas mensagens para vítima. Então com todo zelo da investigação chegamos ao indiciamento por esses crimes e não a tentativa de feminicídio”, explica a delegada titular da Delegacia de Feminicidios, Nathalia Figueiredo. 

Mesmo com o indiciamento, após a servidora ter condições de ser ouvida, pode ocorrer a inclusão da tentativa de feminicídio.

“Pelo que a gente entendeu inicialmente, a gente sabe que investigação nada se descarta, até porque ainda temos que ouvir a servidora, o delegado-geral já até esclareceu o motivo pelo qual ela não foi ouvida ainda. Então inicialmente está descartado, pode ser que surjam novas situações e haja inclusão, mas pra esse momento a gente vai manter a questão do indicamento do estupro e também do stalking”, afirma a delegada. 

Vítima segue sem condições de ser ouvida

Segundo o delegado-geral Luccy Keiko, a vítima saiu da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e segue internada em um hospital particular da capital. Ele narra que a servidora possui hematomas no braço esquerdo com uma luxação no local. Por ainda não estar em condições, ela não foi ouvida, e o delegado destaca que esse trabalho será feito futuramente com acompanhamento profissional. 

“Não foi ouvida não tem condições, eu já tive lá em duas oportunidades. Ela fala uma frase aí já fecha os olhos. Ela está em um momento que requer muito cuidado, muita cautela, inclusive quando for o momento certo, que a equipe médica liberar, essa abordagem tem que ser muito bem feita por um profissional qualificado para que a gente não venha vitimizá-la novamente e prejudicar a saúde dela”, afirma o delegado Luccy Keiko. 

O prestador de serviço terceirizado foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia. De acordo com a apuração, ele foi ouvido duas vezes e apresentou versões conflitantes sobre os fatos. Agora, ele está indiciado. 

“Enquanto gestão intervimos no processo de transferência da vítima a uma unidade particular como era anseio da sua família. Esse caso realmente feriu e chocou todas nós mulheres, em especial nós mulheres lotadas nesta unidade, na delegacia-geral. Trabalhamos todos os dias incansavelmente para que mulheres e meninas sejam protegidas. Trabalhamos ao lado de homens em um ambiente predominantemente masculino, mas respeitoso e harmônico. Importante destacar que a conduta deste indivíduo destoa completamente da conduta dos delegados, dos oficiais investigadores, dos servidores administrativos desta unidade”, delegada-geral adjunta, Adriana Xavier. 

Fonte: Cidade Verde

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