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Qual é o futuro da Síria após queda de Bashar al-Assad?

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Com a tomada de Damasco pelo grupo Hayat Tahrir al-Sham (HTS) e a queda do presidente Bashar al-Assad, o futuro da Síria está em um ponto de inflexão. Diversos especialistas analisam o cenário que se desenha para o país e os desafios a serem enfrentados nos próximos anos. E avaliam que o país está em um ponto de transição que pode determinar seu rumo nas próximas décadas.

A fragmentação das forças militares e a necessidade de criar um governo de unidade nacional são alguns dos principais obstáculos. Há o alerta claro para o risco de conflitos internos entre as diferentes facções que atuam no país.

(Reprodução / Record News)

A influência externa também será crucial no futuro da Síria, com destaque para os países vizinhos e das grandes potências. A promessa veio já neste domingo. Estados árabes prometem trabalhar para garantir que a queda de Assad não desencadeie uma nova onda de agitação contra os governantes da região e um ressurgimento de grupos extremistas ou movimentos.

“Há muitos traumas na região. Boas notícias transformam-se em más notícias muito rapidamente”, disse Majed al-Ansari, conselheiro sênior do primeiro-ministro do Catar. “Não queremos que o que aconteceu em outras nações após a Primavera Árabe aconteça na Síria. Gostaríamos muito de ver uma transição para um Estado viável que dê apoio ao povo.”

A Turquia, a Rússia e os Estados Unidos terão um papel determinante na forma como essa transição será conduzida. Joze Pelayo, diretor associado da organização Atlantic Council, acredita que a transição na Síria oferece uma oportunidade para os Estados Unidos recuperarem influência em Damasco e ajudarem na realização de eleições livres e justas.

“O apoio dos EUA pode ser bem-vindo por um futuro governo sírio, especialmente considerando a animosidade contra o Irã e a Rússia”, acredita Pelayo.

É a opinião também de Thomas S. Warrick, ex-subsecretário assistente de política antiterrorismo no Departamento de Segurança Interna dos EUA. Segundo ele, agora é possível imaginar uma Síria mais estável, sem depender de Irã e Rússia, recebendo de volta seus refugiados e tente viver em paz com Israel.

“Mas isso não acontecerá espontaneamente, sem ajuda e apoio externos. O planejamento pós-guerra para a Síria precisa entrar em alta velocidade”, acredita Warrick.

Mais promessas de ajuda

A Turquia reforça o time das nações que prometem ajuda. Hakan Fidan, ministro das Relações Exteriores do país, declarou estar pronto para garantir a unidade, integridade e segurança da Síria. “Nosso país está disposto a ajudar na recuperação da Síria e na garantia de sua estabilidade”, afirmou Fidan.

Toda a ajuda será fundamental, principalmente para recuperação econômica. O setor, devastado por anos de guerra, precisará de um plano robusto de reconstrução. Sem isso, a população continuará a sofrer com a falta de recursos básicos.

Cenários possíveis

Confira alguns cenários que aparecem para a Síria a partir de agora:

  • Transição de poder: a oposição síria, apesar de fragmentada, tem a oportunidade de estabelecer um governo de transição que possa levar o país a eleições livres e justas. Isso permitirá que o povo sírio determine seu próprio futuro.
  •  Relações internacionais: a nova Síria pode buscar normalizar relações com Israel e reorganizar a dinâmica regional. Isso poderia incluir a cooperação com países como os Estados Unidos, Catar e Turquia para estabilizar a região.
  •  Desafios internos: a oposição enfrenta a tarefa de unir várias facções e lidar com questões existenciais sobre as relações com seus vizinhos. A Turquia, por exemplo, já expressou disposição em ajudar a garantir a unidade e segurança da Síria.
  •  Possíveis cenários: existem vários cenários possíveis para o futuro da Síria, incluindo a criação de uma República Democrática Síria, uma República Islâmica da Síria, ou até mesmo a divisão do país. Cada um desses cenários traz seus próprios desafios e implicações para a estabilidade regional.
  • Estabilidade regional: a mudança de poder na Síria pode ter impactos significativos na estabilidade da região, com potências como o Irã e a Rússia tentando manter sua influência enquanto novos atores emergem.

Fonte: R7

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