PUBLICIDADE

DECISÃO

STF homologa liberação das emendas parlamentares por unanimidade

IMG_2616

O Supremo Tribunal Federal (STF) homologou, nesta segunda-feira (3), um plano de trabalho para ampliar a transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares ao Orçamento da União. Com a homologação do plano, o ministro do STF, Flávio Dino liberou os repasses deste ano e dos anos anteriores que estavam bloqueados por decisões do STF.

Liberação de emendas foi homologada | Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

A medida foi validada pelo plenário da Corte em uma sessão virtual iniciada na sexta-feira (28). Apesar da votação unânime, a sessão permanecerá aberta até quarta-feira (5). A decisão foi unânime e contou com a colaboração dos poderes Legislativo e Executivo.

O compromisso foi enviado ao ministro Flávio Dino, relator das ações relacionadas à transparência no pagamento das emendas. Na última quarta-feira (26), o ministro homologou o plano de trabalho no qual o Congresso se comprometeu a identificar os deputados e senadores responsáveis pelas emendas ao Orçamento e os beneficiários dos repasses.

Os repasses de boa parte dos recursos das emendas estavam suspensos porque o ministro Flávio Dino entendeu que não havia respeito aos critérios de transparência na execução das emendas. Por causa do impasse, o Congresso Nacional ainda não votou o Orçamento de 2025 (PLN 26/24).

Regras para maior transparência

A partir de agora, seguem o plano estabelecido pela Câmara e pelo Senado:

  • Toda emenda deverá identificar o parlamentar que fez a indicação e a entidade beneficiária.
  • Será proibido o empenho de emendas sem essa identificação.

No entanto, a decisão de Flávio Dino não entram na liberação:

  • emendas específicas para organizações não governamentais (ONGs) e entidades do terceiro setor que foram alvo de auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU);
  • recursos para a saúde que não estão regularizados em contas bancárias específicas e emendas de bancada;
  • emendas de bancada e de comissão que não foram convalidadas em atas das respectivas comissões e que estejam sem identificação do parlamentar.

Entenda o impasse

A polêmica envolvendo as emendas parlamentares começou em dezembro de 2022, quando o STF considerou inconstitucionais as emendas RP8 e RP9. Em resposta, o Congresso Nacional alterou as regras de distribuição dos recursos para cumprir a decisão da Corte.

Entretanto, o PSOL recorreu, alegando que as mudanças ainda não garantiam total transparência. Com a aposentadoria da ministra Rosa Weber, o caso passou para Flávio Dino, que, em agosto de 2024, determinou a suspensão das emendas até que houvesse maior rastreabilidade.

Em dezembro, o ministro bloqueou R$ 4,2 bilhões em repasses devido à falta de transparência, principalmente em emendas destinadas a ONGs.

Orçamento de emendas cresce para 2025

O total previsto para emendas parlamentares no Orçamento de 2025, que ainda não foi aprovado, chega a R$ 52 bilhões, um aumento em relação a 2024, que registrou R$ 49,2 bilhões. O crescimento é expressivo: em 2014, o total era de apenas R$ 6,1 bilhões.

Fonte: Meio News e Agência Brasil

 

VEJA TAMBÉM

© Copyright 2022 – Todos os direitos reservados – Portal Notícia em Pauta | Rua Cel. Antônio Rodrigues 478 Centro Picos – Piauí – Fone: (89) 99937-2727

Portal Notícia em Pauta
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.