Um homem, identificado apenas pelas iniciais J.D.V., foi preso nesta quinta-feira (18) em Paulistana, suspeito de envolvimento no assassinato de Deilson Domingos de Souza, de 38 anos. A vítima estava desaparecida desde o último domingo (14) e foi encontrada morta às margens do Açude Ingazeiras na terça-feira (16).

De acordo com as investigações realizadas pela 12ª Delegacia Regional de Polícia Civil, o suspeito e a vítima eram amigos e passaram o dia bebendo antes do crime. “Câmeras de segurança mostram o suspeito se deslocando com a vítima para o açude e voltando sozinho”, informou o delegado Juarez Paiva ao Cidadeverde.com.
Apesar da suspeita inicial de que Deilson tivesse se afogado, a perícia constatou que se tratava de um homicídio. “Quando o corpo foi retirado da água, foram constatadas várias lesões na cabeça da vítima, tanto na parte frontal quanto na posterior, o que levantou suspeitas da prática de homicídio e não de afogamento”, disse o delegado.
Diante das informações, a autoridade policial representou pela prisão do suspeito, que foi localizado na casa da mãe e negou envolvimento na morte de Deilson. “Ele estava escondido nessa residência. No momento da prisão, ele negou e disse que não tinha nada a ver com o crime, mas os indícios apontam para ele como principal suspeito.”
A polícia também apreendeu a motocicleta em que o suspeito foi visto com a vítima pela última vez. “O veículo apresentava manchas de sangue. A perícia criminal foi acionada e estamos aguardando para coletar material, detectar se é sangue humano e fazer as comparações do material genético da vítima e do suspeito”, pontuou Paiva.
Segundo o delegado, os indícios indicam que Deilson foi assassinado no local. Após a prisão do suspeito, a investigação busca agora identificar as motivações do crime.
“A vítima foi com vida para o local do crime com o suspeito; quarenta minutos depois, o suspeito voltou sozinho, sem a vítima. Então, a vítima foi morta no local e jogada na água. Estamos investigando a questão da motivação, porque o suspeito negou a prática do crime, mas todos os indícios apontam para ele como executor”, concluiu o delegado.
Fonte: Cidade Verde