O deputado estadual Georgiano Neto, que deve retornar em breve aos quadros do PSD, afirmou que o partido poderá adotar uma postura de “reciprocidade” caso o MDB não declare apoio à pré-candidatura do deputado federal Júlio César (PSD) ao Senado Federal nas eleições deste ano. A declaração ocorre em meio ao impasse após o fim da articulação de coligação cruzada entre as duas siglas no Piauí.
O parlamentar disse ter recebido com surpresa a decisão e classificou o movimento como uma quebra de compromisso político.

“Recebi com muita surpresa. Eu sou um político que, apesar de muito jovem, apenas com 32 anos, mas já estou terminando o meu terceiro mandato como deputado estadual, tenho pautado a minha vida pública no cumprimento dos compromissos que eu faço. Houve uma quebra de compromisso por parte do MDB, infelizmente, mas eu respeito a decisão deles, se essa realmente for a que vai permanecer até o final desse diálogo. Mas, assim, cabeça erguida, bola para frente”, afirmou.
Georgiano ressaltou que o PSD tem um projeto majoritário para 2026 e cobrou uma posição clara do MDB quanto ao apoio ao nome de Júlio César, condicionando o alinhamento à disputa ao Senado.
“Nós temos um projeto majoritário no partido também, que é o nosso projeto maior para as eleições de 2026, que é a eleição do senador Júlio César. O MDB também está na chapa majoritária, superando essa questão, dessa discussão da fusão cruzada se manter ou não, o PSD vai cobrar do MDB uma posição clara, objetiva e enérgica com relação à candidatura do senador Júlio César. Nós precisamos de clareza por parte do MDB, do apoio ao senador Júlio César, até para a gente agir com reciprocidade com o pré-candidato a senador Marcelo Castro”, declarou.
O deputado afirmou ainda que aguarda uma definição oficial após reuniões com lideranças políticas, incluindo o governador Rafael Fonteles e o ministro Wellington Dias.
“Não fui comunicado oficialmente ainda. Houve uma reunião ontem do MDB com o governador. Devemos estar com o governador e com o ministro Wellington Dias para a gente ter uma posição definitiva. Eu pedi ao governador que cobrasse do MDB uma posição definitiva e clara com relação à manutenção ou não da fusão cruzada para a estadual e para a federal. Eu preciso dessa clareza para poder me reorganizar”, disse.
Apesar do cenário de incerteza, Georgiano destacou que o PSD já trabalha na montagem de chapas competitivas para as eleições proporcionais.
“Ao mesmo tempo, o tempo está corrido, nós temos prazo e a gente já está buscando construir as duas chapas aqui no PSD. Eu estou muito otimista, muito confiante de que nós vamos construir uma chapa que possa eleger aqui três ou quatro deputados federais e estadual eleger seis a sete deputados estaduais aqui no PSD. Nós vamos trabalhar muito ao longo dos próximos dias com muita determinação e com muita força para que a gente possa construir uma chapa muito competitiva e fazer uma grande bancada na Assembleia Legislativa também”, pontuou.
O deputado também apontou que o fim da coligação cruzada pode estar relacionado a receios eleitorais por parte de integrantes do MDB.
“A justificativa é o medo eleitoral. É o que tem dito, que alguns pré-candidatos estão receosos da disputa com os nomes que o PSD tem apresentado. E eu particularmente nunca entrei com medo em política. Nunca entrei com medo na eleição. A gente trabalha muito em eleição para buscar sempre o melhor resultado”, concluiu.
Fonte: Portal O DIA