A Defesa Civil do Piauí, a Secretaria da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária do Piauí (Sada), a Secretaria da Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos (Sasc) e a Secretaria do Planejamento (Seplan) se reuniram nesta segunda-feira (14) para alinhar estratégias de prevenção e enfrentamento aos impactos provocados pelo período de estiagem no estado.

O encontro teve como objetivo fortalecer a atuação integrada entre os órgãos e discutir medidas que possam oferecer suporte aos municípios, produtores rurais e comunidades afetadas pelas condições climáticas, além de estabelecer protocolos para ações futuras.
O secretário de Estado da Defesa Civil, Eduardo Apolônio, destacou a importância da articulação entre as instituições para ampliar o suporte às prefeituras e à população afetada.
“Hoje tivemos um momento importante de diálogo entre os órgãos. A Defesa Civil, a Sada, a Sasc e a Seplan estão dialogando sobre ações para mitigar os efeitos causados pelo período de estiagem. São ações concretas para dar suporte às prefeituras, aos produtores que têm sua produção afetada neste momento e também aos animais. Estamos buscando abrir possibilidades, seja por meio de recursos estaduais ou federais, para minimizar os efeitos causados nesse período de estiagem”, afirmou.
Durante a reunião, também foram discutidas medidas voltadas ao setor agropecuário, incluindo a realização de levantamentos de perdas, acesso a crédito rural e ações de orientação e assistência técnica aos produtores atingidos.
O secretário da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária do Piauí, João Rodrigues, ressaltou que a reunião representa um passo importante para a construção de um protocolo de atuação integrada, permitindo que os órgãos estejam preparados para responder de forma mais rápida e organizada às ocorrências.
“Foi uma reunião muito produtiva, porque vamos trabalhar com um protocolo prévio, para que, no futuro, as ações de cada órgão já estejam predefinidas. A Sada apresentou as possibilidades de apoio, como o crédito rural orientado, ações de fomento em parceria com o Ministério e a atuação dos nossos técnicos para realizar levantamentos de perdas”, explicou.
Segundo João Rodrigues, o levantamento das áreas e produtores afetados será fundamental para dimensionar os impactos e possibilitar a busca por mecanismos de apoio, inclusive junto às instituições financeiras.
“Esses levantamentos são importantes para termos um dimensionamento dos prejuízos e, eventualmente, trabalharmos com os bancos para que as pessoas afetadas possam ter acesso a algum tipo de crédito rural. Saímos muito satisfeitos com essa visão de construir uma ação que não seja apenas para agora, mas que também estabeleça intervenções futuras, na medida em que novas ocorrências venham a acontecer”, destacou.
Outro ponto abordado durante o encontro foi a necessidade de intensificar as ações de prevenção às queimadas, especialmente durante o período seco. Para os gestores, além das condições climáticas favoráveis à propagação do fogo, é fundamental ampliar a conscientização da população sobre os riscos e os impactos das ações humanas.
A proposta é que a atuação integrada entre os órgãos permita não apenas uma resposta mais eficiente às ocorrências, mas também o fortalecimento de ações preventivas e educativas nos municípios, contribuindo para reduzir os impactos da estiagem e das queimadas no estado.
Fonte: Cidade Verde